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Ionete da Silveira Gama ou, simplesmente, Dona Onete

Nascida em Cachoeira do Arari, no Marajó, há 68 anos, a compositora passeia por vários estilos musicais regionais.

Quem já provou de suas melodias foram o PIM (o irmão do Pinduca), o Núcleo de Produção de Mídia Audiovisual - Coletivo Rádio Cipó e o grupo Raiz de Cafezal que, durante a terceira edição do Festival de Carimbó de Marapanim 2006, foi o grande vencedor da categoria "carimbó raiz" do prêmio Troféu Mestre Lucindo, com a canção "Mareia, Mareia" da compositora e vocalista do grupo. Ninguém menos do que a própria Dona Onete.

Arretada desde menina, aos nove anos de idade (1948) já fazia show na rua e queria ser cantora, apresentando-se no Bar Suburbana, ao lado do Parque Estrela Dalva, no bairro de Fátima. Nessa época, tocava matutos, pássaros, quadrilhas, boi bumbá e samba. Coisas da vida: são mais de 50 anos de composições nunca gravadas e registradas por ela.

No ano passado, porém, participou do espetáculo "Terruá Pará", no Parque Ibirapuera, em São Paulo - iniciativa do Governo do Estado através da Funtelpa e da Secretária de Promoção Social.

Já é praxe dizer que Dona Onete "tem o veneno e o antídoto da vida". Canta o que vale a pena recordar.

Participa do CD Formigando na calçada do Brasil com as músicas "Amor Brejeiro" e "Paixão Cabocla".

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